A Gente diz

O empresário João Cavalcante foi entrevistado pelo Bahia Noticias, do nosso estimado e venerado amigo Samuel Celestino. Na conversa, ele revela a sua trajetória, desde a sua infância pobre em Caculé, no sudoeste baiano, até o sucesso no ramo de mineração. Fala de seus empreendimentos, de política e da possibilidade de compor a chapa como vice-governador na chapa com o Ministro Geddel Vieira Lima.

joao_cavalcanti_veja_bem_tiago_meloPor Evilásio Júnior / Fotos: Tiago Melo/ Bahia Notícias
Bahia Notícias – Quem é João Cavalcanti?
João Cavalcanti – Eu sou um sertanejo, que vim da cidade de Caculé (sudoeste baiano), nasci em 1948, sou filho de um ex-operário ferroviário, ex-motorista de taxi, e vim para Salvador estudar, com muito esforço. Aqui eu tive o apoio de um grande tio meu nos anos 70. Naquela época, eu tive que conseguir um atestado de pobreza. Eu passei no curso de geologia, porque eu queria fazer minas, mas o curso só chegou aqui em 1977. Então, eu estudei na Escola Politécnica e dormi várias vezes no Campo Grande. Se não fosse a praça, onde tem aqueles bambuzais, eu não teria onde ficar. Eu adorava aquele bambuzal. Cansei de me deitar ali. Não tinha assaltante. Você saia, ia até a Praça da Sé, voltava e ninguém te pegava. Eram os anos dourados. Depois eu consegui o restaurante universitário, mas não conseguia dormida. Aí eu fui dormir em uma mesa de ping pong no Diretório Acadêmico. Depois que eu consegui um sofá de plástico. Fui criado praticamente no Diretório Acadêmico, até que me expulsaram. Queria até agradecer ao deputado João Almeida (líder do PSDB na Câmara), que hoje é meu amigo e geólogo também, que na época era presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e me ajudou a conseguir uma vaga na residência universitária.
BN – De onde partiu aquela história de que o senhor criaria um gato em cama king size com televisor de plasma?
JC – Na verdade, uma equipe de reportagem foi até a minha casa para conhecer a fundação da minha esposa, que é uma entidade de recolhe os animais abandonados e maltratados na rua. Tirei um dia para recebê-los e os recebi muito bem com toda a cortesia, suco de laranja, sanduíches e mostrei toda a casa para eles. Mas quando você cria um animal ele não circula normalmente dentro da sua casa? E aí os repórteres viram a quantidade de animais que tem na casa, todos bem tratados. Não dentro da casa. No entorno, porque eu comprei uma casa vizinha só para colocar esses animais. São 15 empregos gerados só nessa casa. Resultado: coincidentemente, o gato Felicidade estava circulando, entrou no quarto de hóspede e deitou em uma cama king size, e tem lá uma TV de plasma. É um gato que tem 14 anos conosco, parece uma criança, conversa e tudo…
BN – O gato conversa?
JC – Rapaz, bate papo, conversa, mia. Os gatos se expressam. Aí esse cara vai e publica a matéria desse jeito, mas não falou do outro lado. Do trabalho com as crianças com câncer e Aids, não falou da geração de empregos das minhas empresas, que só em uma empresa da pasta de novos negócios do grupo Votorantim são 25 mil. Sem falar nos outros projetos. Só na fundação nós temos 40 funcionários, 10 veterinários, casa de hóspedes, centro cirúrgico e até acupuntura para esses animais. Já falei com o prefeito e o governador de que essa era uma obra que deveria ser feita por instituições públicas, porque quando você tira dois mil cachorros e gatos da rua evita a proliferação de doenças, como leptospirose e raiva, a superpopulação de animais abandonados e inclusive que 50 a 60 pessoas venham a morrer. Eu tenho animais estuprados, cegos por crianças malvadas: futuros serial killers. A Universidade de Harvard fez um estudo que demonstra que a principal tendência de um cara ser serial killer recai sobre aquele que maltratava animais na infância. É incrível, mas eu tinha uns amigos que maltratavam animais, matavam urubus, jacarés, cotia e afogavam gatos. Você acredita que esses caras foram todos embora? Desencarnaram todos violentamente: uns de câncer, outros de acidente. Os animais, assim como os vegetais, por não terem o livre arbítrio, e aí vem meu lado místico, são ligados diretamente ao divino. Ao grande criador e engenheiro deste universo. O maior poder que você tem na vida é o poder da escolha. Eles dependem do homem.
BN – E qual é a sua religião?
JC – Eu sou uma pessoa espiritualizada, de formação católica. Na minha casa na Grande Salvador eu tenho até uma capela.

“Tive então a oportunidade de conviver com um dos maiores empresários da época, um dos maiores playboys, e foi aí que aprendi a gostar do que é bom e viver em alto estilo.”
BN – Como surgiu a paixão pela geologia?
JC – Naqueles anos de 1957, 58, 59, ao lado da cidade de Caetité, tinha uma grande produção de manganês para a época. Aquelas minas eram visitadas por geólogos alemães, espanhóis e de outros países e foi aí que eu me dei conta da geologia. Eu observava aqueles caras no bar sentados, de martelo na cintura e o jipão sem capota parado, o mulherio em cima, cerveja sobre a mesa e eu disse ‘isso que é vida’. Eu me aproximei e perguntei a um rapaz, alemão por sinal, o que ele fazia e ele disse que era geologia. Falou que o geólogo era o responsável por procurar jazidas, que já tinha trabalhado na Ásia, na África. Aí eu falei que queria ser ‘esse negócio’ e perguntei se ganhava dinheiro. Ele disse que ganhava, que o salário era de uns US$ 10 mil e me deu algumas diretrizes. Então com 9, 10 anos de idade eu já sabia o que queria fazer. Aí eu passei no vestibular e fui selecionado desde o primeiro ano para ser trainee do maior grupo de mineração da época. Eu e mais três brasileiros, sendo eu o único da Bahia. O grupo tinha uma mina de cobre no Rio Grande do Sul e tinha aqui, em Senhor do Bonfim, a Caraíba Mineração que estava na fase de avaliação de reservas. Durante as aulas eu dava 20h no escritório em Salvador e nas férias me deslocava para uma das jazidas. Tive então a oportunidade de conviver com um dos maiores empresários da época, um dos maiores playboys, e foi aí que aprendi a gostar do que é bom e viver em alto estilo. Eu nunca aceitei aquela minha condição. Depois eu fui fazer engenharia de minas, porque o geólogo procura as jazidas e o engenheiro de minas faz o planejamento. Eu achava que deveria ter a complementação dos dois, ou seja, procurar e saber tirar.
BN – E como está hoje a sua atividade empresarial?
JC – Eu sou sócio do grupo Opportunity, que é um banco de ativos minerais, criamos uma empresa há dois anos e meio que é a GME4, que já é a segunda maior do país, atrás da Vale do Rio Doce, com maior número de jazidas em 14 estados da federação. Foi a única empresa do Opportunity não investigada pela Operação Satiagraha. Todos os geólogos da nossa equipe são baianos. Daniel Dantas e eu fazemos questão de contratar as pessoas da nossa terra. Todos os cargos de diretores são de baianos. Acabamos de fechar um acordo na Índia, vendemos 50% dos ativos ao segundo maior grupo de mineração indiano. Eles investiram nesse projeto US$ 1 bilhão, lá no Piauí, o que vai representar cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Dentro da GME4 nós temos ainda várias empresas, cada uma focada em um ativo mineral. Depois eu tenho uma associação com o grupo Votorantim, no segmento de novos negócios, tocada por Luís Hermírio de Moraes, um dos herdeiros do grupo, em que montamos duas empresas: uma para ferro e outra para metais básicos. Além de outros negócios nas áreas de hotelaria e construção civil.
BN – O senhor falou do Daniel Dantas, houve uma série de denúncias de irregularidades contra ele e o banco Opportunity. O senhor acredita realmente na inocência do Daniel Dantas?
JC – Total. Completamente. Recentemente eu fui perguntado pela Folha de S. Paulo sobre Daniel Dantas e respondi o mesmo que Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente) falou: é uma mente brilhante. É uma pessoa extremamente inteligente, focada, enclausurada – vive para o trabalho e nem come carne – gera centenas de empregos, o Opportunity tem um dos melhores portos do Brasil, que é o Santos Brasil, e já é uma das maiores empresas em volume de ativos minerais. Em relação á minha convivência com o Daniel, ela é extremamente empresarial, na qual eu cumpro os meus compromissos e ele cumpre os seus. Em dois anos e meio juntos nós nunca tivemos nenhum problema.
BN – Então, por que houve tantas denúncias contra o Daniel Dantas? Qual foi o motivo? Foi uma coisa gratuita da Polícia Federal?
JC – Veja só, todos os processos foram anulados. Todos foram extintos. Todos. Eu conheço relativamente os processos em relação ao meu sócio. Tenho orgulho e admiração pelo Daniel Dantas, porque ele contribuiu bastante com todos os governos, desde Collor a Fernando Henrique. Ele é uma pessoa extremamente simples, totalmente focado no trabalho e voltado à Bahia. Agora, o que eu acho é que ele se enveredou por aquele ramo da telefonia, houve uma disputa bastante acirrada com as Telecom Itália da vida, depois ele se envolveu também com os fundos de pensão e a maioria hoje está nas mãos de partidos políticos. E o De Sanctis, quando tomou todas aquelas medidas, na verdade, elas partiram da operação da Polícia Federal, em que foi utilizada toda a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) de forma irregular. Tanto é todas as denúncias desde aquela operação chamada Chacal foram anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Segundo os advogados tudo foi feito de forma irregular porque utilizaram tecnologias que não eram comuns nem de praxe. O Paulo Lacerda (ex-diretor da Abin) foi afastado. O delegado Protógenes Queiroz, todo mundo sabe quem é…
BN – Quem é o Protógenes?
JC – É uma pessoa extremamente vaidosa que queria aparecer. A operação foi toda feita de maneira irregular, pegou todo mundo de pijama, aquela velha coisa midiática. Ele vazou a operação, convidou o repórter César Tralli, que teve informação privilegiada.

“Na verdade, eu me filiei realmente na calada da noite, já no final do prazo, em outubro do ano passado.”
BN – O senhor é um empresário tão bem-sucedido, por que agora decidiu ingressar na política?
JC – O que eu quero repetir com Geddel é o modelo que deu certo de Lula e José Alencar. Essa parceria com um político como Lula, atuante, que chega junto e exibe os problemas do povo. E ainda nós temos uma coisa similar. Nascemos no mesmo dia, eu e Lula, em 27 de outubro, só que ele é mais velho. Viemos de Pernambuco, já que meu pai veio de lá. Ele foi para São Paulo e a minha família veio aqui para a Bahia. A diferença é que eu tive um tio que me deu a oportunidade de estudar e o presidente Lula não teve. Eu admiro bastante o modelo político do Lula, que se preocupa com os problemas de todas as classes, e consegue conviver com a classe AA. É uma pessoa inteligentíssima. E depois, a união dele com um empresário de sucesso, o Alencar, que é um empreendedor que não precisa da política é uma coisa que está dando certo no mundo inteiro. Se você observar, o vice-presidente de Obama também vem da atividade empresarial. A vitória do Piñeira no Chile – ele também tem atuação nas atividades minerais, da construção civil e aviação. O que o povo quer? O povo quer comida, moradia, carro. Quem gosta de pobreza é intelectual, já dizia Joãozinho Trinta. O povo quer ter as mesmas condições que são colocadas para todas as classes sociais. O povo não pode viver à margem.
BN – O senhor já era filiado ao PMDB?
JC – Eu já era ligado ao PMDB, partido de base do governo. Eu tenho uma admiração muito grande pelo governador Jaques Wagner e participei da campanha vitoriosa anterior. Todos estavam cansados do carlismo, houve uma conjunção muito grande de partidos para fazer a mudança, que acredito que foi muito salutar. Mas tem que haver essa alternância de poder senão vira uma ditadura democrática. É importante que qualquer governante, seja presidente, governador ou prefeito, fique mais do que quatro anos, porque aí não tem necessidade de renovar o mandato. Aí, quando o ministro Geddel me deu a honra de me convidar para integrar a chapa majoritária, isso me deixou lisonjeado. Ele foi até mim em São Paulo e colocou em minha mesa a ficha de filiação e me senti honrado. Perguntei o que ele pretendia e ele me disse que eu era um homem com espírito empreendedor, baiano, com prestígio e sucesso internacional, que poderia contribuir com o desenvolvimento da Bahia e que ele precisava de alguém com esse perfil. Se você for observar, entre todos os postulantes ao cargo todos já tiveram experiência no Executivo…
BN – Menos o Bassuma…
JC – Menos o Bassuma. Mas a parceria entre o Geddel e o JC, empreendedor, representa o novo. Acho que é hora de mudar.
BN – Quando isso aconteceu?
JC – Houve uma reunião no ano passado quando o PMDB ainda era um partido de base. Na verdade, eu me filiei realmente na calada da noite, já no final do prazo, em outubro do ano passado. Mas antes eu já tinha uma ligação muito grande com o PMDB: com o deputado Arthur Maia, e outros deputados estaduais e federais do PP, PTB, PDT. Você como um empresário sempre tem um bom relacionamento, mas eu já tinha uma simpatia muito grande pelo PMDB. Então, o ministro me pediu um prazo. Eu disse a ele que ia à Índia, meditar com minha esposa, e quando voltei afirmei que iria encarar porque eu quero contribuir com o desenvolvimento do nosso estado.

“A primeira coisa que o ministro me disse foi ‘não preciso dos seus recursos’.”
BN – E por que essa simpatia com o PMDB?
JC – Isso veio do passado, do Ulysses Guimarães, da mobilização popular pelas Diretas Já. Eu fui um estudante muito ativo politicamente. Tomei porrada, pedrada, cacetada de polícia e tudo. O PMDB era o partido que mais se aproximava das minhas convicções ideológicas no que tange à democracia.
BN – Como o senhor mesmo falou, optou pelo PMDB no apagar das luzes. O partido em 2009 teve um ano complicadíssimo, principalmente as denúncias de irregularidades contra o presidente do Senado José Sarney (AP). O senhor é da área de mineração e tem uma boa relação com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que é ligadíssimo a Sarney. O que o senhor acha disso tudo? O Sarney também é vítima como o Daniel Dantas?
JC – Olha, eu desconheço os detalhes da mesma operação. Tive com o Sarney duas vezes, quando ele foi candidato ao senado pelo Amapá. Tive o prazer de tomar um café da manhã com o Sarney, na casa dele em Brasília, e conversamos bastante. É uma pessoa que tenho o maior apreço, um respeito muito grande pela trajetória, pelas participações políticas…
BN – Mesmo ele vindo da Arena?
JC – Você vê, ele veio da Arena e eu tinha uma simpatia muito grande pelo MDB. Aí morre o Tancredo Neves, o Sarney cai de pára-quedas na Presidência e ficou aí perdido. Nós passamos o início do governo perdidos do ponto de vista da economia. Aqueles planos todos, Cruzado, a inflação em 98%. Agora eu acho que o que acontece hoje é que o homem, a sua essência, está se diferenciando dos partidos. Por exemplo, eu diria que hoje há o lulismo e não mais o PT. O Lula conseguiu se distinguir completamente do partido. Se você for analisar os escândalos que envolveram o presidente Sarney e olhar o que ocorreu no mensalão com o PT, José Dirceu Genoíno, que foram afastados para evitar a cassação, não dá para partidarizar. Agora mesmo o que ocorreu com o DEM e o governador José Arruda (DF), com dinheiro em meia e tudo o mais, então chegamos ao ponto que para o público, para o ser humano, as pessoas estão começando a se distinguir dos partidos. Você não pode confundir a sua atuação e dizer que a culpa é do partido.
BN – Mas o senhor disse que as suas convicções ideológicas eram mais voltadas ao PMDB…
JC – É…porque o PMDB veio do MDB, um partido que por meio do Ulysses Guimarães liderou o processo de democracia com o qual como eu vivi antes na ditadura militar. Eu que dormia no Diretório Acadêmico, a Polícia Federal baixava e eu era logo o primeiro a tomar porrada. Achavam que eu era o “aparelho”. Chegava de madrugada e tava lá o sertanejo velho deitado. Sorte que eu tinha um bom relacionamento com o filho do superintendente federal Luiz Artur Carvalho, Sérgio, que tinha sido meu colega de ginásio e me tirava dessas situações todas.
BN – Comenta-se nos bastidores que a intenção do ministro Geddel Vieira Lima em atrair o senhor para a chapa dele seria financeira. Há algum tipo de veracidade nisso? O senhor financiará a campanha do PMDB?
JC – Não, não. De maneira alguma. Na nossa primeira conversa isso ficou bem claro. A primeira coisa que o ministro me disse foi ‘não preciso dos seus recursos’.
BN – Mas o senhor tem base política para atrair votos?
JC – Olha, o que tem me animado é que primeiro eu sou da região sudoeste.Em Caetité, Caculé, Guanambi eu já tinha uma plantação política com os principais prefeitos da região, onde eu atuava bastante. De Santa Maria da Vitória até Vitória da Conquista. O que me atraiu após essa decisão de me inserir na política é que eu vejo que a Bahia está bastante atrasada em relação a alguns outros estados da federação. Exemplo, Minas Gerais tem 14 fábricas de cimento, nós só temos uma. A Bahia não tem um porto internacional decente, com a maior costa litorânea do país. Nós precisamos mapear e desenvolver a malha rodoviária. Nós temos que pegar os corredores rodoviários, BR-101, Rio Bahia e BR-242, e fazer dessas estradas o pólo de desenvolvimento dessas regiões. A Bahia está muito focada na Região Metropolitana de Salvador. Eu, enquanto empreendedor, o que tinha que conquistar do ponto de vista financeiro já alcancei. O dinheiro serve para você gerar emprego, renda e benefícios para a sociedade.

“Ou vice ou estou fora. Ou vice ou nada.”
BN – Então, diante das dificuldades financeiras dos governos, caso o senhor seja eleito, pretende utilizar verba própria para investir no Estado?
JC – Como vice-governador eu pretendo, já conversei com o ministro a respeito, trabalhar muito mais pela Bahia e por isso estou me definindo como vice-governador. E no caso, ficar à frente da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, que é a minha área. Então, eu acredito que nessa parceria com Geddel, eu como vice-governador e à frente dessa secretaria, eu quero em quatro anos fazer o que não foi feito em 50 anos. Esse é o meu projeto.
BN – Como o senhor define em porcentagem a possibilidade de o senhor ser o vice de Geddel?
JC – Eu já conversei com o ministro e deixei a cargo dele. Primeiro que partiu dele essa oferta, pois no primeiro momento ele me deu para escolher o Senado ou a vice-governadoria. Conversei bastante com a minha família, minha mulher e os meus filhos e eles não gostariam que eu estivesse na política. Aí eu comecei a analisar, conversei com todos os meus sócios e aí a maneira que eu poderia ajudar mais o meu estado seria como vice-governador. Se não fosse vice-governador eu não aceitaria o Senado, e isso aí já está acertado com o ministro. No momento certo vamos fazer a comunicação oficial…
BN – Então não te interessaria mais o Senado?
JC – Não. Ou vice ou estou fora. Ou vice ou nada.

“Por que o JC, baiano, preparado, com experiência de empreendedor reconhecido no Brasil e no mundo não pode tentar na sequência governador e depois presidente da República?”
BN – Esse seu lado do invisível, da intuição, te diz que Geddel vai ganhar?
JC – Geddel vai ganhar. Vamos ser matemáticos, não vamos nem olhar o lado místico. Quando Wagner venceu a primeira campanha estava com 13% e Paulo Souto com 60%. Para qualquer postulante hoje, principalmente para a pessoa que está no cargo, para ganhar no primeiro turno hoje deveria estar com pelo menos 70%. O nosso partido, o PMDB, que não entrou ainda no jogo, eu ainda não fui fazer campanha, a gente hoje tem entre 14% e 15% fácil, fácil. O ex-governador Paulo Souto também com 25% a tendência é declinar. Ele está igual a Imbassahy na eleição para prefeito. Eu e Geddel somos o novo. Nós somos pegadores. Nós não vivemos de pensamento nem de intenções. Nós acontecemos, fazemos, executamos. Nessa situação que está hoje aí, nós ganhamos tranquilamente. Os meus santos já disseram.
BN – O que o dinheiro não compra?
JC – O dinheiro não compra a felicidade. A paz, a harmonia. Dinheiro é apenas um meio e não o fim. Se você coloca o seu objetivo no dinheiro ele se manda de você. A única coisa que vou levar dessa vida é o bem que eu faço. Não vou levar as mansões, os carros e o dinheiro. O meu modelo de bem é o Bill Gates. Ele já investiu do bolso dele mais de US$ 17 bilhões e salvou 700 mil vidas. Eu pretendo no governo, além dos recursos que vou atrair da iniciativa privada, fazer em Salvador um hospital para crianças com câncer. Ofereci isso ao governador Wagner há dois anos e também ao prefeito João Henrique que me selecionassem uma área para que eu pudesse fazer o hospital e não tive resposta. É uma tristeza. O que falta por parte desses governantes todos é essa essência. O mundo precisa de dirigentes que se importem com as dores do mundo. O problema é que o egoísmo da maioria dos políticos é impressionante. É o que eu falei: não vim para roubar, não preciso de política para viver, não preciso explorar o estado, não vou me utilizar de nenhum mecanismo de corrupção. Não vou e eu quero ser o modelo novo.
BN – Quais são os seus planos políticos?
JC – Eu quero ser presidente do Brasil. Se Lula, uma pessoa inteligente, que veio do sertão nordestino, filho de um operário, abandonado e chegou à Presidência da República. Se o Collor naquele partido nanico de Alagoas (extinto PRN) chegou à Presidência. Por que o JC, baiano, preparado, com experiência de empreendedor reconhecido no Brasil e no mundo não pode tentar na sequência governador e depois presidente da República? Eu quero que o povo me traga os seus problemas e juntos vamos dar a solução. Esse é o meu lema.

Ministros do Governo Federal, conjuntamente com o Prefeito de Salvador e técnicos envolvidos no projeto, definem ações para a agilização das obras do metrô da capital baiana

Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima e do prefeito João Henrique, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, está em Salvador, para uma reunião técnica com o objetivo de definir ações para a agilização das obras do metrô da capital baiana. Eles se encontraram no canteiro de obras, na Estação Norte para avaliar, junto com o corpo técnico da Secretaria de Transporte e Infraestrutura e da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), o atual estágio do projeto e o que deve ser feito para a conclusão da atual etapa. Geddel teve um primeiro encontro com Fortes na noite de quinta-feira, quando ele chegou a Salvador. A reunião se estendeu até à meia noite.
Os ministros, o prefeito e os técnicos da Setin e CTS permaneceram reunidos durante toda a manhã no canteiro de obras do metrô de Salvador. Aditivos e documentos foram definidos, em entendimento com o TCU (Tribunal de Contas da União), para viabilizar a retomada das obras do metrô. Essas iniciativas serão lançadas na próxima quarta-feira (3).
“Não é minha área, mas sigo lutando pela Bahia, ajudando a resolver as pendências que existiam, sem medo de enfrentar riscos”, disse Geddel ao sair da reunião de hoje que deu sequência à realizada ontem à noite no Hotel Othon. Entre as medidas a serem lançadas estão aditivos com novos recursos para o reinício dos trabalhos e a participação do exército no replanilhamento da obra.
O ministro Geddel embarcou para o interior do Estado, para visita de inspeção de obras nos municípios de Ourolândia e Uburanas.

Frota de táxi de Vitória da Conquista será padronizada

taxiA Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista publicou no último dia 15 o decreto municipal nº 13.321/2010 que estabelece uma nova padronização visual para a frota de táxi de Vitória da Conquista. O decreto foi resultado do diálogo entre governo e taxistas e vai garantir mais segurança para passageiros e motoristas.
Segundo o gerente municipal de Transportes Públicos, Juraci Fernandes de Oliveira Junior, a padronização vai facilitar a identificação dos veículos pela fiscalização municipal e pelos usuários em geral. “Desde março de 2009 estamos nos reunindo com representantes do sindicato dos taxistas e empresas de disk –táxi para discutir esse novo layout. A definição foi feita da forma mais democrática possível, ouvindo cada um dos permissionários”,afirma.
A partir de agora, os automóveis que prestam serviço de táxi na cidade devem apresentar adesivos laterais e posterior, para identificação do serviço, número de ordem e ponto; e adesivos laterais e posterior, para identificação do serviço de rádio-comunicação nos veículos vinculados às respectivas empresas. Além disso, todos os táxis terão a marca institucional da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista e do Simtrans. Não será mais aceita a utilização de imãs adesivos, que podem ser retirados com facilidade. Os automóveis devem ser plotados para facilitar a fiscalização.
Na parte interna devem apresentar adesivo no pára-brisa para identificação do veículo-táxi e informações sobre o serviço como a diferença entre as bandeiras e o número da Secretaria de Transporte, Trânsito e Infra-estrutura para sugestões.
Gradativamente, à medida que houver substituição ou inclusão de veículo pelo permissionário, a cor dos automóveis também será padronizada. “Fizemos uma pesquisa nas concessionárias para ver quais as cores de veículos mais vendidas para taxistas. O resultado apontou as cores branco, vermelho e prata e por sugestão do Simtrans a cor amarela também foi incluída. Os permissionários foram consultados e escolheram a cor prata”, explica Juraci. O coordenador de Trânsito e Transportes Públicos, Luiz Alberto Sellmann, afirma que a idade da frota de táxis de Conquista é uma das mais baixas do Brasil, com 3,8 anos, por isso a troca dos veículos de outras cores será realizada à medida que o taxista faça a substituição deste carro. “Quando o veículo for substituído, deverá ser pela cor prata. Para os que já estão na idade limite de uso, que são 10 anos, será feito um cronograma para que essa troca seja mais rápida”, explica.
Outras novidades- Além da padronização visual dos veículos, o decreto determina que os condutores de táxi devem portar crachá de identificação para facilitar a identificação dos prestadores do serviço e um cartão com informações relativas à sua saúde. De acordo com Juraci Júnior o cartão foi uma sugestão do prefeito Guilherme Menezes como forma de facilitar o socorro médico quando necessário. “São dados como fator RH, se a pessoa é diabética, hipertensa ou alérgica a algum medicamento que vão garantir mais rapidez no atendimento na área de saúde”.
Para que a frota seja adequada às novas determinações, a primeira vistoria anual dos táxis, prevista para começar no próximo dia 18, foi adiada para meados de março.
Em Vitória da Conquista estão cadastrados 365 permissionários no serviço de táxi. A estimativa é que cerca de 1000 profissionais atuem no serviço.
por: Secom – PMVC

Sistema online de escolha de vagas pelo Enem entra no ar nesta sexta-feira

Aluno poderá buscar por 47,9 mil vagas em 51 instituições que aderiram ao exame nacional

logo-enem-2009Apenas uma prova vai escolher 47,9 mil pessoas para entrar em 51 universidades e institutos federais de ensino: o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Para acabar com a ansiedade de mais de 2,5 milhões de concorrentes, o MEC (Ministério da Educação) liberou o acesso ao sistema online de seleção, batizado de Sisu, às 6h desta sexta-feira (29).
Acesse aqui o sistema
Para entrar no Sisu, os estudantes usarão a mesma senha fornecida para acessar o portal do Enem. O sistema online calculará automaticamente as notas do candidato, conforme o desempenho nas cinco áreas.
Veja como funciona o site do Sisu, passo a passo
As notas mínimas e máximas de cada prova que compõem a média do Enem (ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática e redação) foram divulgadas nesta quinta-feira (28), no site do Inep, instituto de pesquisas responsável pelo exame.
A oferta de vagas será semelhante a um leilão: conforme os estudantes se inscrevem em cada uma das três rodadas, a nota de corte dos cursos vai subindo ou caindo, de acordo com a pontuação geral e com o peso atribuído às áreas do conhecimento avaliadas no Enem.
Cálculo da nota
Como não há uma média global de desempenho no Enem, apenas os valores para cada prova, o aluno terá de usar uma escala para saber se foi bem ou mal na avaliação nacional. O número 500 representa a média de nota obtida por alunos concluintes do ensino médio que fizeram a prova em dezembro (não foram computadas notas de treineiros nem de que já se formou em anos anteriores nessa etapa).
Ou seja, quem recebeu valores acima de 500 está melhor classificado na disputa por uma das 47,9 mil vagas disponíveis nas instituições federais de ensino – o máximo varia entre 887 (ciências humanas) e 985,1 (matemática). Agora, quem estiver abaixo dessa média, pode não conseguir passar no vestibular. As piores médias obtidas ficaram entre 224,3 ( linguagens) e 345,9 (matemática). Saiba se você se saiu bem.
Ao fim da primeira etapa, marcada para 3 de fevereiro, o Sisu calculará as vagas preenchidas. O sistema prevê uma sobra de oportunidades, que serão reabertas na segunda rodada. O mesmo processo será repetido na última fase.
As inscrições no site devem ser feitas até as 23h59 do último dia de cada etapa. Veja o calendário oficial:
Cronograma Primeira etapa Segunda etapa Terceira etapa
Prazo de inscrição no Sisu 29/2 a 3/2 15/2 a 20/2 1º/3 a 3/3
Divulgação dos resultados 5/2 22/2 5/3
Matrícula na instituição 8/2 a 12/2 23/2 a 26/2 9/3 a 12/3

Mantega anuncia fim do IPI reduzido para automóveis

Agência Estado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que está na hora de o Brasil começar a retirar as medidas fiscais para socorrer a economia e garantiu que os incentivos serão eliminados. Ele adiantou que a isenção fiscal – redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – para a linha branca acabará neste fim de semana e o incentivo ao setor automotivo também tem data marcada para terminar. Segundo ele, a indústria sofreu contração de 5% a 6% em 2009, mas as perspectivas são de crescimento para 2010.

Apesar de defender o fim dos pacotes criados para ajudar a economia a enfrentar a crise, Mantega diz que o Estado precisará garantir uma nova regulação ao sistema financeiro internacional e manter sua presença. Hoje, Mantega defenderá a tese da importância do papel do Estado aos empresários reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e cobrará a aceleração de reformas no sistema financeiro.

Segundo Mantega, os incentivos fiscais criados para dar fôlego às vendas de eletrodomésticos terminarão no fim de semana, já em um sinal de que o Brasil começa a adotar sua estratégia de saída dos pacotes. “Os estímulos fiscais estão sendo desativados e chegando ao fim.”

Desde que foram criados, os incentivos passaram por várias renovações. Na véspera de seus prazos, o governo evitava dar indicações se manteria a medida ou não, até mesmo para incentivar os consumidores a manterem suas compras e não adiarem decisões. Questionado se a decisão seria para valer desta vez, Mantega insistiu que sim, garantindo que não seria uma estratégia de comunicação do governo. “Achamos que, se a economia está crescendo, ela não precisa mais da ajuda do Estado”, disse. Ele garantiu que os incentivos para a compra de veículos vão acabar em 31 de março. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

SALVADOR SEDIA FÓRUM SOCIAL A PARTIR DE HOJE

forum-social-mundialNos próximos três dias, a partir desta sexta-feira (29), Salvador será palco do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, no qual serão discutidos os mais variados temas, como racismo, educação e desenvolvimento, reforma agrária e solidariedade internacional. Representantes do movimento sindical e do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (LGBTT) também marcam presença no evento, debatendo temas de interesse público relacionados às suas categoriais. Os debates do Fórum acontecem em diversos lugares da capital baiana, entre eles o Campus I da UNEB, Teatro Castro Alves e Hotel da Bahia. A programação completa você encontra no site oficial.

FERROVIA OESTE-LESTE TEM R$ 1 BILHÃO PARA COMEÇAR

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Sancionado pelo presidente Lula nesta semana, o Orçamento Geral da União (OGU) assegura R$ 1,046 bilhão para o início das obras da ferrovia Oeste-Leste, que interligará Ilhéus (BA) e Figueirópolis (TO). A ferrovia terá extensão de 1.516 quilômetros, dos quais 1,1 mil em terras baianas.
A ferrovia será utilizada para exportação de grãos e minérios e, também, poderá transportar passageiros. Uma das empresas que utilizarão a estrutura será a Bahia Mineração. O minério de ferro extraído em Caetité pela companhia será transportado para Ilhéus pela Oeste-Leste, até o porto Sul, tendo como destino o mercado externo.
De acordo com fontes ouvidas pelo Pimenta, a notícia significou alívio para as empresas interessadas em investir na Bahia atraídas pela Oeste-Leste. Até mesmo a Bahia Mineração temia por maiores atrasos na liberação de recursos e início das obras, antes previstas para novembro de 2009 e adiadas para maio próximo.

Autor: Davidson

Lúcio ironiza declarações de Jonas de que Bahia vivia uma “ditadura civil”

Em telefonema há pouco com o Política Livre, o presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, ironizou as declarações do presidente do PT, Jonas Paulo, segundo quem a Bahia viveu “uma ditadura civil”. “Não entendo o dilema shakespeariano desse petista. Ao mesmo tempo em que afirma que a Bahia vivia uma ditadura civil, esforça-se para aliançar-se com representantes do período em que denominava de ditadura civil, numa tentativa desesperada de ganhar a eleição”, disse Vieira Lima, referindo-se ao senador César Borges (PR) e ao conselheiro Otto Alencar, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), políticos que foram liderados do ex-senador ACM. “Se é assim que ele (Jonas) se refere ao período carlista, por que Otto é o único nome confirmado na chapa de Jaques Wagner?”, questionou Lúcio, avaliando que Jonas tenta fazer ”discurso” para a militância petista.

Brasília libera recursos e Wagner não faz obras

Um ano após o Governo Federal ter liberado R$ 26 milhões para a execução das obras, o trecho da BR-349 entre Bom Jesus da Lapa e Santa Maria da Vitória continua intransitável, com enormes crateras ao longo dos 88 km que separam as duas cidades. A denúncia é do ex-secretário de Infraestrutura do Estado, Batista Neves, que cita a rodovia como um dos exemplos do abandono da malha rodoviária por parte do Governo do PT.
Segundo o secretário, o governador chegou a anunciar o início das obras numa solenidade realizada em praça pública, em Santa Maria da Vitória, a 916 km de Salvador. Os recursos já haviam sido liberados pelo Governo Federal e a informação dada por Wagner era de que a recuperação da rodovia começaria em breve.
“Ninguém sabe o que aconteceu. Conseguiu-se a liberação dos recursos, o governador anunciou as obras e até agora, um ano depois, nem indícios de que a rodovia será recuperada”, constatou o ex-secretário.
Batista Neves deixou a Secretaria de Infraestrutura acompanhando a decisão do PMDB em entregar os cargos ao governador, por discordar do que o partido considerou como ausência de prioridades e incapacidade de gerenciamento do Estado, por parte do atual governo. Ele disse que durante a sua gestão na Infraestrutura, entregou a Jaques Wagner um relatório informando sobre as condições de toda a malha rodoviária da Bahia, apresentando um plano de trabalho para recuperá-la, mas que não recebeu do governador o apoio necessário para a execução das obras.
“Apesar de toda a propaganda, as nossas estradas continuam esburacadas, sem condições de tráfego e o pior, colocando em risco a vida de pessoas que deveriam merecer cuidado e atenção do Estado”, reclama o ex-secretário.
Ele disse que já que os recursos não foram até hoje utilizados, é necessário o governador explicar o que aconteceu com os recursos liberados para a recuperação da rodovia, “sob pena de levantar mais uma suspeita sobre o seu governo” e cobrou do governador providências efetivas para recuperar as rodovias baianas.

Vice-governador desmente apoio a Wagner

22-01-2010-11-46-441Em viagem ao Sudoeste do Estado, acompanhando o ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, o vice-governador Edmundo Pereira colocou um ponto final nas especulações de que estaria disposto a apoiar a reeleição do atual governador, Jaques Wagner. Ele garantiu que essa hipótese “não existe” e que tanto ele, quanto a sua mulher, a deputada estadual Marizete Pereira estão comprometidos com a candidatura do ministro, que hoje é o pré-candidato do partido.
“Essa é uma hipótese fora de cogitação. A minha história política foi toda construída no PMDB, onde estou desde 1974. O que se lê por aí é pura especulação”, garantiu o vice-governador.
O fato dele ter participado de eventos ao lado do governador, como ocorreu recentemente em Brumado, a sua principal base eleitoral, segundo Edmundo Pereira, não implica em qualquer compromisso político com a reeleição de Wagner. Ele lembrou que por força do cargo que ocupa “tem obrigações institucionais a cumprir” e reiterou o seu apoio ao PMDB.
“Tenho uma relação amistosa com o governador, mas o meu compromisso político é com o PMDB”, disse Edmundo Pereira.
O vice-governador está acompanhando o ministro Geddel Vieira Lima, numa maratona de visitas pelo Sudoeste, região que representa a principal base política de Pereira. No sábado eles estiveram em Paramirim, Rio do Pires e Botuporã. Neste domingo a agenda inclui Caculé, Ibissucê e Licínio de Almeida.
Geddel está na região em visita de inspeção a obras que estão sendo executadas com recursos do Governo Federal, liberados através do Ministério da Integração Nacional. No contato com lideranças políticas desses municípios, o vice-governador tem destacado o trabalho desenvolvido pelo ministro em benefício da Bahia e tem deixado claro a sua certeza de que, indicado candidato na Convenção do partido, o ministro vencerá a disputa pelo Governo do Estado.
“Não tenho dúvida de que ele (o ministro Geddel) será convocado pelo povo a governar a Bahia e será um dos melhores governadores entre todos os que ocuparam o cargo”, disse o vice-governador.
Além do vice-governador, o ministro está sendo acompanhado na viagem pelo presidente do PSC, Eliel Martins. No sábado, ele teve na companhia do deputado federal Sérgio Brito (PSC) e dos deputados estadual Luciano Simões e Marcelo Guimarães Filho, ambos do PMDB.

A população conquistense lamenta o falecimento do músico, compositor, intérprete e escultor – Dão Barro

barrrosA Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista lamenta profundamente o falecimento do cantor e compositor Dão Barros, nome artístico de João Libarino Barros, ocorrido na manhã deste domingo, dia 24.

Dão Barros se recuperava de uma cirurgia realizada no Hospital Geral, onde foi internado no dia 02 de Janeiro com quadro de diabetes e gangrena gasosa do pé esquerdo, em nível evoluído até a parte óssea.

Para garantir a sobrevivência de Dão Barros, a equipe médica decidiu pela amputação do membro inferior esquerdo, do joelho para baixo.

Dão Barros era natural de Barra do Choça, onde nasceu a 08 de março de 1955. Ele adotou Vitória da Conquista como sua terra, onde participou de inúmeros festivais, movimentos artísticos e exposições de arte. Músico, artista plástico e luthier, Dão é um dos fundadores do Grupo Barros, formado com seus irmãos, surgido na década de 80 e que influenciou muitos artistas conquistenses e da região.

O prefeito Guilherme Menezes destaca que pessoas como Dão Barros dão verdadeira contribuição para o enriquecimento cultural de um lugar. A última apresentação pública de Dão Barros aconteceu no Natal da Cidade, no dia 20 de Dezembro de 2009.

O corpo será velado no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.

Acesse matéria sobre o show de Dão Barros no Natal da Cidade 2009.