A Gente diz

Câmara realiza Audiência Pública em homenagem ao Dia do Professor

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) realizou na noite dessa segunda (28), Audiência Pública para comemorar o dia do Professor. A iniciativa foi do vereador Coriolano Moraes, Professor Cori (PT), que agradeceu o apoio dos 21 vereadores e da Mesa Diretora, “que compreendeu a importância da Audiência”. Ao lado de Coriolano Moraes, participaram da Audiência os vereadores Arlindo Rebouças (PSDB); Antônio Ricardo Pereira, Ricardo Babão (PSL); Edjaime Rosa Bibia (PMDB); e o futuro edil Ademilton Palmeira Santos, conhecido como Denis do Gás (PSC). O vereador Fernando Vasconcelos (PT) justificou sua ausência.

A mesa principal foi composta pela ex-secretária municipal de educação, em cuja gestão foi criada o Conselho Municipal de Educação, Maria Conceição Meira Barros; o ex-secretário municipal de educação, Luiz Carlos Ibiapaba e Silva; representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB Conquista), Professor Cezar Nolasco; a coordenadora de Extensão da Fainor e representando o Edgar Larry, a professora Rosália Maria Santana Araújo; e representando o magistério Público Municipal e Estadual, Professores Ronilson Ferreira e Cláudia Carvalho de Santana; e representando o Conselho Municipal de Educação, Professor Pedro Emílio.

professores28_nov_48-300x201A mesa lateral foi constituída pela diretora da escola de Dantelândia, Diva Silveira; a diretora do Centro Integrado de Educação Navarro de Brito (CIENB), Nayara Oliveira Vasconcelos; o diretor do colégio Milton de Almeida Santos, Alex Vieira Santos; e pela diretora da escola em Cabeceira, Marli Jardim.

 

professores28_nov_23-300x201O cenário da política brasileira é de desafios – O vereador Coriolano Moraes disse que o evento “faz parte do calendário da CMVC desde 2013”. Afirmou que o projeto é de sua autoria, promovendo a Semana Municipal de Valorização e Reconhecimento dos Professores, com prêmios de professor emérito em destaque nas escolas municipais e particulares.

Professor Cori destacou que é necessário “buscar o empenho e compreender a dinâmica educacional e a importância dos profissionais do magistério para construção dos verdadeiros valores e plena significação para exercício da cidadania”. Ele advertiu que o cenário da política brasileira é de desafios, no qual despontam novas lutas, sobretudo a educação. “Vamos ter que defender essa bandeira que é prioritária para nós”, disse o vereador.

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Que significa um professor na ordem das coisas? – A educadora Maria da Conceição Meira Barros advertiu que a audiência deve ser um momento para refletir o aspecto sociocultural do país, em como a sociedade brasileira, seus diversos estratos, trata o professor. Para ela, a sociedade, “se não o trata com descaso, não trata da forma como deveria”. A educadora relatou visita que fez à Finlândia, país que possui a melhor educação do planeta, segundo indicadores. Ela integrou um grupo de 80 professores que visitou escolas e universidade finlandesas, conhecendo a rotina e as práticas pedagógicas. Para Maria Conceição, marcou o tratamento dedicado aos professores naquele país, a importância que eles concedem ao professor e à educação. Ela ouviu do ministro da Educação que na Finlândia não se mexe na educação, existe um pacto político que garante investimentos e continuidade.

Além de um Ministério de Educação Infantil, o país registra o magistério como a profissão mais concorrida, à frente de carreiras tradicionalmente disputadas como medicina, direito e engenharia. Conceição ressaltou que existe confiança entre os órgãos que compõem a educação naquele país e entre os profissionais. Segundo a educadora, o Brasil também registra bons exemplos de instituições públicas que conseguem se destacar, mas ainda há um longo desafio pela frente. “A classe política brasileira precisa dar a esse profissional o valor que ele merece”, afirmou.

professores28_nov_24-300x201Em determinadas cidades a situação é gravíssima –Representando a APLB Conquista, o Professor Cezar Nolasco, afirmou que vem atuando no movimento sindical a 16 anos. Esclareceu que a APLB Regional abrange Vitória da Conquista e mais 26 cidades. “A situação interiorana do professor se agrava a cada dia. Em determinadas cidades a situação é gravíssima”. Acrescentou que “reorganizamos o movimento sindical em Brumado e, depois de 15 anos, o governo municipal reformulou o Plano de Carreira. Em Rio de Contas, o professor recebe metade do salário mínimo”. Para ele, “as perspectivas são de luta. A partir do próximo ano, as categorias vão ter que se unir e lutar por seus direitos. Unidos ampliamos nossas conquistas. Feliz dia dos professores a todos os profissionais”.

professores28_nov_26-300x201Mais que uma homenagem – A professora Rosália Maria Santana Araújo representou Edgard Larry, presidente do Conselho Municipal de Educação e Diretor Geral da Fainor. Ela parabenizou a Câmara pela homenagem e ressaltou que se trata de um reconhecimento da categoria e sua importância. Para Rosália, o professor tem papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

professores28_nov_44-300x201O Professor é a base de tudo –Representando o Conselho Municipal de Educação, Pedro Emílio, elogiou a atuação do vereadores Coriolano e Arlindo, afirmando que “são os vereadores da educação”. Ao ouvir atentamente fala de Maria Conceição Meira Barros sobre a educação na Finlândia. “Temos em Conquista, escolas que tem um patamar muito superior a outras Brasil afora. Caso da Primeiros Passos. Analisando a parte pedagógica das Primeiros Passos, percebemos uma diferença muto grande quando os meninos não ficam o tempo todo em uma sala de aula”. Acrescentou que “o professor é a base de tudo. Ele é quem faz o médico, político, dentista, tudo é passado pelas mãos do professor”. Finalizou dizendo o Conselho da Educação está de portas abertas para ouvir as demandas e contribuir com a educação. “Vamos trabalhando e seguindo em frente”.

professores28_nov_28-300x201Homenagem extrapola o protocolo – O professor Ronilson Ferreira parabenizou Professor Cori pela iniciativa e afirmou que o vereador representa a categoria na categoria. Para ele, a homenagem não é apenas um protocolo, é um gesto cordial e de reconhecimento do professor. O professor se dirigiu a uma das homenageadas, a professora Celeste. Para ele, ela transcendeu, tornando-se uma educadora e protagonista na formação de inúmeros jovens.

 

 

professores28_nov_17-300x201Professor deixa uma lição de vida para toda uma vida – A professora Cláudia Carvalho de Santana agradeceu ao Professor Cori e disse ser um prazer fazer parte da Mesa do Evento.”Não falamos de qualquer pessoa, ou profissional, falamos de professores, pessoas valorosas que deixam legado muito grande na educação de Conquista. Fico feliz estou a 28 anos na rede municipal de ensino com muito orgulho”. Parabenizou a todos os presentes. Para ela, Professor Cori foi um dos melhores secretários da educação pois exerceu o cargo “com afago e reconhecimento ao nosso trabalho, valorização do ser humano. Ele sabe que passei por muitos percalços, mas não desisto da educação. Sou professora por convicção”. Afirmou que viajou ao Japão através dos livros e explicou que lá, o professor é o único profissional que não se ajoelha diante dos imperadores. “O Japão entende que um país onde não tem professor, não pode ter imperador”. Homenageou a Escola Padre Gilberto Vaz Sampaio, “que vi crescer participando de muito momentos”. Finalizou dizendo que “ser professor é mais que ministrar aulas. É ocupar lugar de destaque na vida de muita gente. A responsabilidade é grande. Colaborando na formação de seres humanos. O verdeiro mestre incentiva o amadurecer, o desabrochar, o florescer, o construir, o viver e deixar um legado muito importante lição de vida para toda uma vida. Parabéns a todos os professores!”

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Há qualificado corpo docente em Conquista – O professor Luiz Carlos Ibiapaba Silva saudou a todos os presentes. Elogiou o trabalho da professora Maria Conceição Meira Barros, destacando que não se trata apenas de uma profissional em educação, mas fez uma escola em educação. “Trabalhar com ela é participar de uma especialização”. Acrescentou que há qualificado corpo docente em Conquista. “A educação caminha graças a estar sustentada nos esforços desses bravos educadores”. Destacou o trabalho do vereador Arlindo Rebouças, pois “foi o primeiro vereador a não falta uma sessão sequer no Conselho de Educação, disposto a brigar pelo que é justo e reto. A CMVC vai sentir sal falta, porque você soube dignificar o serviço público”.

Finalizou seu pronunciamento parabenizando a trajetória do vereador Coriolano Moraes. “Você, à exemplo de Conceição Barros viviam 24 horas a Secretaria Municipal de Educação. Dignificou a educação como professor primário, Diretor da escola Marlene Flores e Coordenador Administrativo na gestão da secretária Ester Figueiredo. Honrou como Secretário de Educação e todos somos testemunhas disso. Portanto, Cori e Arlindo a nossa homenagem merecida a vocês. Me uno nesse momento a todos os professores homenageados das diversas escolas”.

Homenagens – A Audiência Pública teve a participação do cantor Djavan Dutra. Nela foram homenageados os Professores Josefa Nunes Vasconcelos, Marta Maria Figueiredo, Maria Celeste de Carvalho, Everaldo Roberto dos Santos, Maria Luíza de Oliveira Menezes, Paula Cristina Matos de Moura, Paulo Lélis Lima Ramos, Cleonice Oliveira Macedo, Geisa Celeste Oliveira Santos, Jussara Sousa Caracas, Solange Ferraz Ribeiro, Edenisia Fraga Sousa Correa, Lúcia Félix Carvalho, Vitório Keller da Silva Neto, Edmar Prado Correa, Valéria Maria Alves Pinto, Edna Farias Santos, Damasilde Oliveira Silva, Helenice Santos Araújo, Sirlene Sena Santana, Maria Conceição Meira Barros, Diva Silveira, Rosália Maria Santana Araújo, Nayara Oliveira Vasconcelos.

Fonte: ASCOM/CMVC

“Quero abrir esta caixa preta”, afirma em entrevista, o prefeito eleito de Vitória da Conquista. Herzem Gusmão

O prefeito eleito de Vitória da Conquista, radialista Herzem Gusmão Pereira,  conseguiu um feito na última eleição municipal: derrotou o Partido dos Trabalhadores em seu mais antigo reduto, após de 20 anos no poder. Ainda envolvido com a montagem do seu secretariado, Gusmão conversou com A TARDE sobre seus projetos e a queda do principal fiador da sua candidatura, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Segue entrevista concedida ao jornal A Tarde – capital baiana

Confira a reportagem do A Tarde divulgada nesta terça-feira (29)

Como o senhor analisa a queda do ex-ministro Geddel? 

Foi um grande prejuízo para Conquista. Enquanto ministro na Integração Nacional (no governo Lula), ele sempre teve uma atenção especial com a cidade. Não trabalhou mais porque o atual prefeito (o petista Guilherme Menezes) não o procurava.

Então preocupa não ter em Brasília a interlocução de um político próximo do presidente Michel Temer, como era Geddel?  

Não preocupa. Tenho certeza que o presidente terá com Conquista, a maior cidade da Bahia governada pelo PMDB, uma atenção especial. Além disso, terei no Congresso Nacional a ajuda do deputado federal Lúcio Vieira Lima e dos deputados do PMDB e da nossa bancada (PTB, PSDB, DEM).

A sua eleição foi um marco porque retirou o PT do comando do seu mais antigo reduto. O que foi decisivo para sua vitória?

O cansaço natural. Foram 20 anos de poder e o PT interrompeu o diálogo  com a cidade. Não houve avanço, não resolveu a problema de água em Conquista. Com várias promessas, o PT chegou a prometer uma barragem e antes deles edificarem a barragem do rio Catolé, na região de Barra do Choça, prometeu uma outra barragem no rio Pardo. O problema do aeroporto foi também importante para atrasar o desenvolvimento da cidade. Na educação, o PT não bateu uma meta sequer do Ideb, durante 20 anos. O SUS é muito mal avaliado e em relação à violência, Conquista figura dentre as 50 cidades mais violentas do mundo, ao lado de Salvador e Feira de Santana, segundo uma ONG mexicana. No Mapa da Violência do Instituto Sangari,  Conquista também figura dentre as cidades mais violentas da pátria.. Conquista não avançou nas questões estruturais, dos transportes. A cidade é cortada por duas alças de anel e não tem um viaduto.

Os seus adversários dizem  que o senhor não tem experiência administrativa para governar um município do porte de Conquista, terceira cidade do estado em população e o sexto PIB, algo em torno de R$ 4,5 bilhões. Como o senhor vê essas críticas?

Isso é tão relativo. ACM Neto (prefeito de Salvador) não tinha experiência e saiu (primeira vez) como deputado federal e hoje foi premiado duas vezes o melhor prefeito do Brasil. Tive uma experiência na Assembleia Legislativa por 15 meses. Por outro lado, não vou governar só. Nos estamos dialogando com a cidade e não pretendemos improvisar, pretendemos planejar Vitória da Conquista e vamos governar com os melhores. A preocupação do PT é que eu fui candidato em 2008 e 2012 e a cidade assimilou as nossas pregações: diretrizes simples e exequíveis. As promessas mirabolantes do PT, a população viu que tratava-se do jogo petista de só fazer propaganda.

Das promessas que o senhor fez durante a campanha, e que o então ministro Geddel prometeu ajudar, quais têm recursos assegurados?

Eu visitei a SAC (Secretaria de Aviação Civil) com o deputado federal Lúcio Vieira Lima, que foi relator de uma Medida Provisória que permitiu o governo colocar no Orçamento da União de 2017 R$ 398 milhões para reformas e conclusão de aeroportos. Lá, o secretário Dario Lopes admitiu que a primeira licitação do ano que vem será do terminal do aeroporto de Vitória da conquista. Em relação à barragem do Catolé, o deputado Lúcio conseguiu colocar uma emenda de bancada no orçamento de R$ 40 milhões. Não é impositiva, mas já é uma sinalização.   Olha, o governo federal tem a obrigação de resolver essas duas demandas de Conquista. Nós não vamos para Brasília de cuia na mão pedir, nós vamos exigir.

O governador Rui Costa garantiu, durante a campanha eleitoral em Conquista, que ele iria entregar o aeroporto e a barragem do Catolé

Travou-se uma batalha porque o governo, no período eleitoral, garantiu mais uma vez para Vitória da Conquista que vai resolver  o problema do aeroporto com recursos próprios se o governo federal não sinalizar e dispondo-se a concluir a barragem. Eu não acreditei, porque nós conhecemos a situação da Bahia que não está conseguindo nem pagar os terceirizados. O PT não quebrou apenas o Brasil, quebrou a Bahia. Mas a propaganda do partido na campanha foi assumindo o compromisso, colocaram inclusive em outdoors, que vão resolver o problema do aeroporto. E o governador  disse categoricamente que a barragem vai sair. Ótimo, porque Conquista ganha com isso. E nós continuamos lutando em Brasília para esses recursos serem canalizados.

Falando do governador Rui Costa, como o senhor imagina que será sua relação com o governo do estado?

Relação institucional, vou fazer uma visita ao governo. Inclusive eu preciso  saber do governador se ele, verdadeiramente, vai resolver o problema do aeroporto e o problema da barragem.

O senhor acha que com a derrota sofrida pela esquerda nestas eleições, abre-se um caminho favorável ao PMDB, DEM e PSDB em  2018?

O Brasil aprovou o impeachment. Eu diria que essa eleição no País, com o PT elegendo apenas um prefeito de capital (Rio Branco, no Acre), o povo brasileiro referendou, avalizou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O PT por tudo que fez no País pagou caro nestas eleições. Porém,  o partido ainda vai respirar na Bahia porque tem dois anos de governo pela frente. Mas se a eleição fosse agora, imediatamente, não tenho dúvida de que o PT também perderia a eleição para o governo do Estado.

O senhor está se dedicando, neste momento, à  montagem do seu secretariado. Já há nomes definidos para integrar sua equipe de trabalho?

Temos esses nomes, mas nós estamos guardando para divulgar  entre os dias 15 e 20 de dezembro. Estamos conversando com técnicos,  com especialistas. Será um secretariado com perfil técnico, discutido com os partidos que me apoiaram. O momento requer austeridade, redução de cargos de confiança, redução de secretarias. O provo brasileiro que foi às ruas em 2013 cobra isso. Aí esta força que tem hoje o juiz Sérgio Moro (na Lava Jato), isso é a opinião pública que respalda, avaliza. Então esperamos que tenhamos um governo para corresponder a expectativa. E vamos fazer um governo de  auditoria. Não é apenas a auditoria dos 20 anos do PT. Iremos a cada mês auditando a coisa pública. Até as prefeituras que estão arrumadas, têm uma boa gestão, estão com dificuldades. Vou citar  o exemplo da prefeitura de Salvador. O prefeito Neto está falando  que 2017 será um ano difícil, de queda de receita. Então precisamos contrapor, com a seriedade, a austeridade e evitando que os recursos públicos possam ir para o ralo. A CGU destaca que 90% dos recursos públicos não chegam para a saúde, os hospitais os programa de Saúde da Família e Seguridade. Isso é um absurdo. E metade do  recursos da educação não chegam às escolas.

E o senhor acha que isso é em função do que, desvio, corrupção…

Eu diria que é falta de uma gestão amarrada. Eu já fui gerente de banco e gerente é sempre auditado e todo dia tem prestação de contas. Precisamos promover auditagens nas gestões, porque o dinheiro público pertence a todos nós e precisamos ter critérios na utilização.

O senhor anunciou há alguns dias a composição da equipe de transição. Já foi detectado algo que confirme a necessidade de uma auditoria na prefeitura?

Não, porque não foi instalada a equipe de transição. O prefeito dificultou. Fizemos uma solicitação a ele para antecipar essa instalação para novembro, devido á complexidade da tarefa. O prefeito se valeu de resolução do Tribunal de Contas dos Municípios, que dá prerrogativa de 30 dias para funcionamento da comissão de transição, e não autorizou. Só em dezembro, mas não teremos 30 dias porque o mês é quebrado devido aos feriados de Natal e fim de ano. E o ofício que enviei como prefeito eleito, ele sequer teve a gentileza, a delicadeza, em assinar. Eu  diria que ele precisa respeitar o resultado das eleições em Conquista.

O senhor acha que é uma retaliação?

Não, falta de grandeza. Barack Obama (presidente dos EUA) convidou imediatamente Donald Trump (presidente eleito dos EUA) e recebeu ele na Casa Branca. Então a minha cidade, a nossa querida Vitoria da Conquista, é muito mais importante do que eu, o partido e o PT. Portanto, esperámos este gesto de grandeza do atual prefeito.

O senhor falou em redução de secretarias e de cargos de confiança? O senhor espera enviar uma projeto à Câmara neste sentido ainda na gestão do prefeito Guilherme Menezes?

Eu imaginava logo uma reforma administrativa no mês de dezembro, mas o prefeito adiou o funcionamento da comissão de transição. Nós não estamos recebendo uma prefeitura de uma aliado, estamos recebendo de um adversário. Nós não vamos implantar uma reforma administrativa de maneira açodada. Temos atualmente 19 secretarias, mas não pretendo, ao assumir, empossar os 19 secretários. Estamos trabalhando com a possibilidade de nomear entre 12 a 14 auxiliares. Depois, com a reforma e sabendo da saúde financeira da prefeitura, podemos ter até um corte de secretarias até mais drástica.

E que secretarias não teriam titulares neste primeiro momento do seu governo?

Estamos conversando, discutindo, mas não tem ainda nada decidido.

Em relação a terceirizados, gastos com pessoal?

Tenho falado que o nosso modelo de gestão será o governo de ACM Neto que está dando certo. Austeridade, controle, eficiência no serviço público, não improvisar.  Trabalhar com técnicos, claro que tem que trabalhar com político também. Mas contratar um equipe de excelência. Conversei com o secretário da Fazenda de Salvador, ex-governador Paulo Souto (DEM), exemplo para todos os prefeitos da Bahia, e ele mostrou a necessidade da austeridade.

E quanto aos cargos de confiança?

Nós pretendemos reduzir em 50%  esses cargos. Falam que são mais de 300 cargos.  E vamos fazer uma operação pente-fino, revisar os muitos contratos de alugueis, veículos contratados,  que são quase 500 carros.  Ver a realidade e iniciar a posteridade.

O senhor tem ideia da economia que terá com essas medidas todas?

Não tenho ideia porque a prefeitura de Vitoria da Conquista fala muito em transparência, mas eu lamento informar que é uma caixa preta. Eu quero e pretendo abrir esta caixa preta para a gente saber o que tem dentro.

E o senhor começa a governar com qual orçamento?

Em torno de R$ 780 milhões. Mas vamos, com técnicos, avaliar se é o orçamento real ou se tem uma maquiagem aí.

Os prefeitos estão, como os governadores, brigando para garantir também os juros dos recursos da repatriação. Em época de crise econômica, o pacto federativo ganha força

Na posse do presidente Michel Temer ele falou da necessidade do pacto federativo, mas não vi nenhuma expressão política do País fustigar o presidente quanto a isso. Seria extraordinário se o quinhão dos municípios fosse maior (hoje é de 24,2% das receitas fiscais). Lamento que o pacto federativo esteja fora da agenda, da pauta política. Na primeira audiência que tiver com o presidente, vou lembrá-lo que ele pregou e defendeu o pacto federativo, única solução das prefeituras falidas. Agora, temos de acabar com prefeito perdulário, irresponsável e a gastança contra os interesses da sociedade.

Assumindo a prefeitura, o  senhor abandona o rádio só para governar, ou vai conciliar as duas atividades?

Não sou político profissional nem tenho o mandato de prefeito como profissão. Tenho 48 anos de rádio. Do rádio não saio, do rádio ninguém me tira.

Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A PEC 241. Como se define e qual sua importância e impacto na economia brasileira

 

 

 

O que é uma PEC?

Proposta de Emenda à Constituição (PEC): É uma atualização, um emendo à Constituição Federal de 1988. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

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A PEC 241

Ante a necessidade do Governo Temer de equilibrar as contas públicas bem como buscar a estabilização da economia brasileira, a PEC 241 é, talvez, a proposta mais importante até agora, visto que a dívida pública está acima de 70% do PIB (Produto interno Bruto) e com previsão de ultrapassar 130% nos próximos 10 anos.

A PEC propõe que, a partir de 2017, as despesas da União seja limitadas aos gastos do ano anterior corrigidas pela inflação e assim sucessivamente, visto que estes limites constarão na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

A Proposição de um Teto para os gastos públicos

A PEC 241 propõe um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos baseado na inflação, sendo que este limite atingiria os três poderes (As 3 esferas do Poder no Brasil): Executivo, Judiciário e Legislativo.

No dia 11 de Outubro de 2016, após uma ofensiva do Presidente Michel Temer, que ofereceu um jantar de gala para a base aliada, a PEC 241 foi aprovada em primeiro turno no Congresso. O texto-base foi aprovado por 366 votos a 111.

 
Jantar milionário oferecido no Palácio do Planalto para mais de 200 deputados

Mas a proposta precisará ser aprovada em 2º turno no plenário da Câmara por pelo menos 308 votos dos 513 deputados e ser submetida à análise Senado ainda. A votação deverá acontecer entre os dias 24 e 28 de outubro.

Mas, meus amigos, não pensem que estão todos favoráveis à aprovação de tal proposta. Partidos contrários à PEC, deputados de partidos de oposição, como PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT, disseram que a aprovação desta medida congelará os investimentos sociais em áreas como saúde e educação, ou seja, a PEC 241 não deixaria que estas pastas se desenvolvessem.

E ainda algumas centenas de manifestantes ligados a sindicatos de classes que se manifestaram do lado de fora do plenário repudiando a proposta.

PORQUE OS ALIADOS DEFENDEM

A PEC 241?

Segundo os aliados, ou seja, deputados de partidos como PMDB, DEM, PTB, etc, o Brasil já vem a algum tempo perdendo credibilidade com investidores, quem vêem as classificações do Brasil sendo rebaixadas a cada ano.

 
Evolução da Dívida Pública em relação ao PIB

Os gastos públicos já chegaram a um ponto que precisa ser contido e é necessário atitudes enérgicas que freiem o aumento da dívida e gastos públicos para o país voltar a crescer.

Há mais de vinte anos o país vem tendo uma média de crescimento dos gastos do governo superiores á média de crescimento do PIB. Isso é um cálculo simples de se fazer: todo negócio seja ele pessoal ou empresarial em que os gastos são maiores do que as receitas, ele está fadado ao fracasso indiscutivelmente.

E é justamente este o ponto: A PEC 241 propõe uma espécie de trava de segurança que delimita os gastos públicos nos próximos 20 anos sendo que poderá ser revisada uma vez a cada 4 anos (mandato).

Os gastos com Saúde e Educação não serão afetados, pois de acordo com documento, os limites entrarão em vigor paras estas pastas a partir de 2018 e não iria impedir gastos acima da inflação nestes setores nos casos de outras áreas gastarem abaixo no limite permitido seriam alocados em Saúde e Educação visto que o Governo vai priorizar o teto total e não setorial.

Como é uma solução de longo prazo, a base aliada espera recuperar a economia e fazer o país voltar a crescer com o aumento da confiança do consumidor e dos investidores estrangeiros no Brasil.

Estes são apenas alguns dos pontos mencionados pela base aliada visto que soma-se a isso a possibilidade de reduzir o juro no país, redução da pressão para aumento de impostos, pois caso a PEC 241 não seja aprovada serão necessários utilizar de outros meios para equilibrar as contas do governo e ainda as punições para o descumprimento da emenda.

O QUE DIZ A BANCADA DA OPOSIÇÃO

A primeira colocação da oposição diz respeito ao fato do atual Presidente da República, Michel Temer, não ter assumido o cargo nas urnas e sim mediante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os deputados mencionam ainda que o que atualmente é um falso diagnóstico do cenário financeiro do Brasil e que esta proposta, a PEC 241, serviria apenas para beneficiar ainda mais a burguesia ao passo que a classe operária (leia-se, trabalhadores) e estrangular os programas sociais.

Para os críticos da oposição, o prazo de duração da limitação dos gastos é muito longo sendo difícil prever o que ocorrerá daqui a 10 ou 15 anos.

Sem flexibilização do teto não é possível ajustar as contas e que o congelamento de alguns gastos poderá levar a um estrangulamento das contas públicas, pois o crescimento e elevação da idade da população poderá elevar os custos de algumas áreas como a Previdência Social causando um rombo neste setor e não deixando outra opção senão um corte ainda maior em pastas como Saúde e Educação.

Esta maquiagem nos problemas fiscais não deixa ver o real estado das contas públicas federais, sendo que, segundo os críticos, na realidade o que acontece é que gasta-se muito com o pagamento dos juros da dívida pública, queda no arrecadamento e renúncias fiscais.

Este modelo de congelamento de gastos não é aplicado em países lá fora como, por exemplo, na Europa, sendo levado em consideração o PIB e não a inflação.

Existem formas melhores de aumentar a arrecadação aliviando no proletariado e ajustando a cobrança dos grandes empresários. Segundo os críticos este modelo pode prolongar ainda mais a crise e ainda torna o processo inviável por não ter ouvido a população através de um referendo.

ENTENDENDO O PROCESSO

 

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Ministro da Fazenda Henrique Meirelles

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a PEC 241 é a rota certa para o Brasil voltar aos eixos. “Este é o caminho para a volta do crescimento de nossa economia e para a criação de empregos que o nosso povo precisa”, afirmou no dia 6 de outubro em rede nacional.

Segundo a Tendências Consultoria, o crescimento do gasto público em relação ao PIB, atingirá a casa dos 20% em 2016, número que era em torno de 15% nos anos 2000.

De acordo com o governo, que quer aprovar a PEC 241 a todo custo, espera-se que o Brasil atinja o superávit primário em 2019 (equilíbrio das contas públicas desconsiderando o pagamento de juros da dívida), mas que sem nenhuma medida paralela isso só ocorrerá por volta de 2022, ou seja, mais 6 anos de crise.

 
Fonte: Tendências Consultoria

Por outro lado, com a aprovação da proposta em andamento, o país conseguiria até 2022 uma redução de quase 5% nos gastos públicos que faria com que o crescimento do Brasil se iniciasse antes disso, como pode ser visto no gráfico acima.

 

A Previdência Social

Um dos grandes gargalos do atual governo ou de um possível futuro governo que seja diferente, é e sempre será a Previdência Social.

Com o envelhecimento da população, esta pasta, nos próximos anos fará uma grande diferença nos gastos do governo, visto que somente ela é responsável por mais de 40% dos gastos, perfazendo uma elevação de mais de 4% acima da inflação até 2015. Mas estes fatos são gerais e da ciência de todos, tanto situação quanto oposição, é um gasto obrigatório, que não pode ser cortado.

 

De acordo com Fábio Klein, do Tendências Consultoria, é necessário um tempo de aproximadamente 10 anos de vigência da limitação dos gastos, que é o prazo mínimo para a PEC gerar resultados primários suficientemente fortes e começar uma inversão da trajetória da dívida e que antes deste prazo é muito cedo e insuficiente para que isso aconteça.

O INSS não para e é impossível de frear o crescimento do gasto, sendo assim não existe outra saída a não ser o estrangulamento de outras áreas discricionárias, ou seja, área em que podem ser cortados gastos.

A Previdência registrou um crescimento de mais de 200% nos últimos 10 anos gerando um gasto de R$ 436 bilhões até 2015 e podendo ultrapassar a casa dos R$ 2 tri nos próximos 20 anos, prazo final da vigência do teto dos gastos públicos.

Não podemos deixar de dizer que o Programa Bolsa Família, por exemplo, teve um crescimento até maior do que o da Previdência, mas a proporção do Bolsa Família em relação ao PIB fica em torno de 2,3% apenas do PIB.

A frente de oposição à PEC 241 já dizia que a Previdência seria um grande problema, como podemos observar e ainda mencionam o fato da falta de flexibilização do teto que fariam com que os gastos ficassem “engessados”.

Ficando, portanto, para o próximo governo a tarefa de adequar os gastos dentro da inflação do ano imediatamente anterior, mas a LDO para 2017 já está aprovada com um teto de R$ 1,3 tri, sendo que já podemos imediatamente mencionar, novamente, a Previdência que consome aí em torno de 40% deste total, sendo que os gastos obrigatórios do governo ficam na faixa de 83% restando apenas uma média de 17% de gastos que podem ser cortados.

 
Presidente Michel Temer: Reuniu com Senadores afim de acelerar o processo da PEC 241

Dentre os gastos para 2017 estão ainda, dentre outros: benefícios com Ação social (LOAS) que consumirá 3,9%, bolsa família 2,3%, PAC 2,7%, saúde 7,2% e educação 2,6%. Sendo que saúde e educação, mesmo sendo esta pequena fatia do PIB ainda constam na lista dos gastos discricionários, podendo sofrer cortes a partir de 2018.

Com uma previsão de gastos de mais de R$ 590 bi com a Previdência em 2018, ou seja, um extrapolamento do teto em mais de R$ 25 bi, ficariam as pastas da Educação, Saúde, PAC e Ministérios com a difícil tarefa de cobrir o rombo, como já mencionado anteriormente, o que o governo prioriza é o teto total e não por áreas ou pastas.

Conclusão

Os defensores da PEC avaliam que um dos pontos positivos da proposta é justamente a reavaliação de prioridades. “Dá para fazer mais com o mesmo dinheiro. O problema é muito mais de gestão”, diz Simão Davi Silber, professor da FEA/USP.

Os críticos e contra a PEC afirmam que a proposta ameaça as políticas sociais. “Se aprovada e de fato implementada, levará a uma redução de bens e serviços públicos por habitante, o que seria desastroso”, afirma Ricardo Summa, professor de Economia da UFRJ.

Fonte Fonte Fonte Fonte Fonte

Mediante os fatos expostos acima, posso dizer que a população em geral e quando digo isso quero dizer ‘o povão’, nós que somos os trabalhadores, as pequenas engrenagens desta grande máquina ficamos à mercê das decisões superiores. Lakatos e Marconi afirmam que “Quemnascesse num demos ou numa tribus, independentemente de sua situação econômica,tinha assegurado o direito de participar direta ou indiretamente das decisõesda cidade”,mas me pergunto, onde estão a participação do povão? Somente no voto nos deputados?

As mudanças, caso ocorram, afetarão a vida dos nossos filhos, netos e não podemos alterar os fatos, sendo que o que nos resta é ficar na torcida, como meros expectadores do circo que acontece todos os dias ao nosso redor. Já temos o circo, mas e o pão? É aguardar e pagar pra ver.

E você o que pensa sobre a PEC 241? Este artigo foi útil para você? Deixe o seu comentário dizendo o que acha das mudanças que estão por vir! Compartilhe este texto para que todos possam conhecer mais sobre o tema!

 

 

 

O atual prefeito e a prefeita eleita de Malhada de Pedras, ainda continuam prestando esclarecimentos a policia federal, eles são acusados de promoverem fraudes em verbas do transporte escolar no municipio

Malhada de Pedras: Prefeito é preso e prefeita eleita é conduzida em ação da Polícia Federal

Malhada de Pedras: Prefeito é preso e prefeita eleita é conduzida em ação da Polícia Federal

Foto: Wilker Porto | Brumado Agora

O prefeito atual de Malhada de Pedras, no Sertão Produtivo, Valdercir Alves Bezerra, o Ceará (PT), foi preso, e a prefeita eleita do município, Terezinha Baleeiro Santos (PP), foi conduzida coercitivamente em uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (25). Eles foram alvo da operação Vigilante, da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga fraudes em verbas do transporte escolar. O vice-prefeito eleito, Adriano Baca, está foragido, e o ex-prefeito da cidade, Ramon Santos (PP), marido de Terezinha Santos também foi conduzido coercitivamente. Conforme o delegado da PF Rodrigo Kolbe, as irregularidades partiam de valores pagos à empresa de propriedade do irmão do vice-prefeito. Ainda segundo o delegado, os valores pagos à prestadora eram acima de somas normais, sendo que em alguns casos se pagava o dobro. “Em outras, sequer era feito o transporte na região”, informou Kolbe em entrevista. O rombo apurado chega a ser mais de R$ 3 milhões. Ao todo, foram cumprido dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, oito conduções coercitivas, três medidas cautelares e 15 mandados de busca e apreensão. Além de Malhada de Pedras, as ações ocorreram em Salvador, Alagoinhas, Itagibá, e São José do Jacuípe. Após o cumprimento dos mandados, os acusados presos foram encaminhados ao Conjunto Penal de Vitória da Conquista e vão ficar à disposição do Tribunal Federal da 1ª Região, em Brasília. As informações são do Bahia Notícias.

Audiência Pública discutirá renovação de contrato com Embasa

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista estará realizando na tarde da próxima segunda-feira (28) uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 25 de 20 de outubro de 2016, enviado pelo Executivo Municipal para apreciação do Legislativo.

O referido projeto ratifica o Convênio de Cooperação entre Entes Federados, celebrado entre o Município de Vitória da Conquista e o Estado da Bahia, autorizando a gestão associada de serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

O Artigo 1º inciso II do projeto delega “o exercício das competências de regulação e fiscalização dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário à Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia – AGERSA, órgão autônomo vinculado à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento – SIHS do Estado da Bahia”.

Pensando na importância do assunto tratado no Projeto de Lei nº 25, para permanência dos serviços de abastecimento de água e do esgotamento sanitário da cidade de Vitória da Conquista, a Câmara Municipal resolveu discuti-lo, juntamente com representantes da Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento, representantes dos governos Estadual e Municipal além da população, através de uma audiência pública, afim de encontrar as melhores alternativas para o abastecimento de água da cidade.

A audiência será realizada a partir das 14h, no Plenário Carmem Lúcia, da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, localizado na Rua Coronel Gugé – Centro e é aberto a toda a população.

Fonte: Ascom/CMVC

Mercado estima menos inflação para 2016 e queda de cerca de 3,5% no PIB

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Relatório Focus baixou estimativa de alta do PIB de 2017 para menos de 1%.
Analistas preveem ainda redução de juros nesta semana para 13,75% ao ano.

O mercado financeiro estimou menos inflação para este ano e um “encolhimento” maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, próximo de 3,5%, além de uma expansão mais fraca da economia no ano que vem.

As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (28) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,80% para 6,72% na semana passada. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação e bem distante do objetivo central fixado para 2016, que é de inflação de 4,5%.

Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 4,93%. O índice está abaixo do teto de 6% para o IPCA, fixado para o ano que vem, mas ainda acima da meta central de inflação, que é de 4,5%.

O Banco Central  tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016, ou seja, trazer a taxa para até 6,5%, e também fazer convergir a inflação para a meta central de 4,5% em 2017.

Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, o mercado financeiro prevê agora um encolhimento de 3,49%. Na pesquisa anterior, feita na semana retrasada, a previsão era de queda de 3,40%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de retração no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.

Os economistas das instituições financeiras também baixaram a previsão de alta do PIB em 2017, de 1% para 0,98%, informou o BC.

Na semana passada, o governo estimou um tombo de 3,5% para o PIB deste ano e uma expansão de 1% para o nível de atividade econômica em 2017.

Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão de que a taxa de juros recuará para 13,75% ao ano na próxima quarta-feira (30) – quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Atualmente, os juros estão em 14% ao ano.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 10,75% ao ano – o que pressupõe continuidade do processo de corte dos juros no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 3,30 para R$ 3,35.

Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável, em R$ 3,40.

A projeção do relatório Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 recuou de US$ 47,4 bilhões para US$ 47 bilhões de resultado positivo.

Para o próximo ano, os especialistas do mercado preveem que o superávit vá cair de US$ 45 bilhões para US$ 44 bilhões.

A projeção do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2016 permaneceu inalterada, em US$ 65 bilhões.

Para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu estável, em US$ 70 bilhões.

Fonte: G1

Deputado federal Lúcio Vieira Lima poderá compor a mesa da Câmara como vice presidente.

 

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A saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo torna viável a chance do irmão deputado, Lúcio Vieira Lima, de concorrer à vice-presidência da Câmara. Seria uma forma de recompensar o ex-ministro. Para o lugar de Geddel, uma das possibilidades é encontrar uma solução “a la Planejamento”, quando o governo optou por manter um nome alinhado a Romero Jucá após sua saída.

Foto: Divulgação/PMDB

Estadão

Deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB)

 

Política: Temer, Renan e Maia anunciam acordo entre poderes para evitar anistia ao caixa 2

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por Marcos Maia

Foto: Reprodução / Luciana Amaral / G1
Em entrevista coletiva realizada neste domingo (27), o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, anunciaram um acordo entre os poderes executivo e legislativo para evitar que a anistia explícita ao caixa 2 em campanhas eleitorais seja incluída no projeto que trata das dez medidas contra a corrupção. Na ocasião Temer recordou que ele, Maia e Renan sempre consideraram a demanda proposta desde as manifestações de junho de 2013 legítimas, discordando somente da questão da depredação. Para o presidente, esse momento resulta de um processo de observação das manifestações de rua, e afirmou o governo vai atendê-la, mas tendo em vista que o primeiro passo, no caso, é do Congresso. “O poder é do povo e quando o povo se manifesta, essa responsabilidade precisa ser tomada pelos poderes executivo e legislativo”, afirmou. Em seu discurso, Maia afirma que houve uma “falha de comunicação” na questão, e negou a existência de uma tentativa de anistiar para os crimes eleitorais. “Não aconteceu e não acontecerá na votação que acontecerá na próxima terça-feira. Essa emenda da anistia nunca existiu regimentalmente, uma vez que nenhum parlamentar ou líder colocou o assunto em pauta”, explicou. Por fim, Calheiros salientou que Câmara e Senado concordam que a matéria “não deve tramitar”, pois não é prioridade. Para Renan, as matérias econômicas são prioritárias, e devem ser votadas para acelerar a retomada do crescimento.

Lideranças políticas de mais de 30 municípios da região do sudoeste baiano participam do “ Seminário Gestão Municipal: Cenários e Desafios”

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No seminário foram abordados importantes  temas, como a importância da elaboração do Plano Municipal de Saneamento, a parceria dos municípios com a segurança pública, os aspectos jurídicos e administrativos na transição e posse, dentre outros assuntos.

Segundo os coordenadores do evento, ‘neste momento os mandatos  se aproximam dos prefeitos e vereadores  eleitos e reeleitos para auxilia-los, através dos mandatos – Zé Raimundo – dep. Estadual e Waldenor Pereira dep. Federal , para   dar o suporte necessário   no  planejamento e buscar  a eficiência administrativa de suas futuras ações e gestões .

O deputado Zé Raimundo falou da  importância dessa parceria com os gestores e avaliou o atual cenário político: “Um cenário desafiador, infelizmente de cortes de políticas públicas, de cortes de programas sociais e que colocam todos os prefeitos, todas as gestões municipais numa situação difícil. Por isso estamos aqui nos solidarizando com essas gestões e apoiando efetivamente para que elas possam se desenvolver na área do planejamento, na área da ação e, sobretudo, na convicção de que os nossos mandatos podem ajudar muito essas prefeituras e esses vereadores”, concluiu.

Já o deputado Waldenor destacou o evento como sendo o “primeiro contato com os novos prefeitos e vereadores, possibilitando a eles alguns esclarecimentos das áreas tanto administrativa quanto jurídica, que envolvem esse momento de transição entre governos e já convidando-os para esse diálogo intergovernamental com os secretários estaduais, representantes do governador Rui Costa, aqui presentes”.

Participaram do evento que aconteceu na tarde  de ontem sexta-feira, 25 de novembro, na sede do Rotary Clube, em Vitória da Conquista, o secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa, Josias Gomes, o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, o superintendente de Saneamento Raimundo Neves, representando a secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, o coronel Inácio Lira, Comandante do Policiamento da Região Sudoeste, a Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, o advogado e assessor jurídico Alexandre Pereira, além de assessores parlamentares.

Morre aos 90 anos Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, e reconhecido mundialmente como o ditador cubano

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Morre aos 90 anos Fidel Castro, ex-presidente de Cuba

Foto: Ismael Francisco / Cuba Debate
Morreu aos 90 anos, à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, na capital do país, Havana. A informação foi divulgada em pronunciamento na TV estatal do país pelo seu irmão, o atual presidente cubano Raúl Castro. “Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, disse Raúl Castro. Ainda de acordo com ele, o corpo do líder revolucionário será cremado e demais informações sobre o funeral serão divulgadas em breve. Fidel se tornou símbolo da Revolução Cubana de 1959 e permaneceu no poder até 19 de fevereiro de 2008, antes de renunciar em favor do irmão. Segundo o G1, as últimas imagens registradas de Fidel são do último dia 15, quando ele recebeu em sua casa o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Apesar de não estar mais no comando do Estado cubano, Fidel se manteve como o grande líder do país. Durante as quase cinco décadas no posto, o ex-presidente construiu um estilo marcado por discursos longos, frases emblemáticas e confrontos com os Estados Unidos que levaram a um embargo, indicado por Fidel como o principal fator do empobrecimento da população cubana.

Artigo: ESTE É O BRASIL QUE QUEREMOS?

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Paira no ar do cenário político do Brasil um odor de falta de patriotismo. Os que estão no poder, não o querem perder, ficam no governo por falta de humildade de reconhecer os erros e de admitir que possivelmente com outros parâmetros poderia se administrar melhor com outras diretrizes quer ideológicas ou conceituais. O que não é novidade na história da humanidade, pois o poder alicia e seduz.
O que é muito triste é admitir que o vendaval que assola o nosso país desestabilizou nossa credibilidade, maculou grupos sociais, manchou pessoas em todos os escalões políticos e civis, pelas articulações duvidosas. Infelizmente como espectadores desse teatro político sofreremos as conseqüências como se protagonistas fossemos. Somos brasileiros e muitos de nós elegemos pessoas que deveriam resolver os problemas da população. Sem falar que muitos depositaram confiança e fé nos governantes. Hoje, neste palco de atores bem preparados, constatamos um espetáculo deprimente de corrupção e de fraqueza humanas, como se um vírus estivesse deformando a personalidade e identidade dos personagens, pois a vidraça foi quebrada pela pedra. E o rombo foi enorme, pois a vidraça e a pedra pertenciam à mesma ideologia. A sinfônia política há muito tempo desafinou, prejudicando a sintonia, é urgente consertar e mesmo substituir os instrumentos desarticulados, para que o concerto da música desse país seja harmoniosa, límpida e cristalina e que os acordes ressoem no cenário mundial de maneira transparente e equilibrada. Nesses meses estamos assistindo a uma grave crise política: pedaladas fiscais, Lava Jato, petrolão, mensalão, caixa dois, uso privado de cargos políticos, compra de votos, Impeachment. Com o nível dos discursos dos deputados sobre o impeachment, o clamor aumentou. A caixa de Pandora se abriu, o Rei está nu. O cidadão comum está atônito e indignado, depois do isentão temos agora o chocadão! Isso significa que as expectativas eram altas, significa que a teoria política era errada. Nós temos uma escolha: surpreender-nos ou compreender; reclamar ou estudar, analisar e conseguir prever. O momento é econômica e moralmente grave, mas nada que a Ciência Política não explique, para ir além de meros “achismos”, paixões e partidarismos de torcida. Excessos de partidos políticos que não possuem qualquer tipo de ideologia, e visam somente receber as benesses que são pagas por todos nós, ou seja, o dinheiro do fundo partidário, e que fazem coligações as mais espúrias, isso sem contar com uma das maiores esperanças dos brasileiros, a continuidade da operação Lava Jato, e outras em curso no País, e que os “senhores deputados” agora tentam evitar, inclusive anistiando muitos parlamentares que praticaram o chamado caixa 2. Vergonha! Esse é o nosso sentimento. Ministro que ocupa cargo para se beneficiar e ainda ameaçar àqueles que pautam pela moralidade da coisa pública, os milhões de desempregados, a recessão, a ilegitimidade no poder e por aí vai. Não existe hoje no cenário nacional um homem realmente comprometido com o crescimento do País, que possa ser um presidente, um governador ou ocupar outros cargos. Mais de dois milhões e meios de brasileiros assinaram o pedido para a criação das 10 medidas contra a corrupção, e o que acontece agora, tentam retirar à todo custo os poderes dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, da Polícia Federal para investigar e levar aos tribunais os larápios que se diziam defensores do povo quando defende os seus bolsos. Há mais de 2.000 anos Pôncio Pilatos perguntou à multidão: “Qual destes dois quereis vós? E o povo respondeu Barrabás o ladrão” (Matheus 27,21). E depois de 2 milênios as coisas continuam da mesma forma, com rarissímas exceções. O País continua sendo sucateado e vendido, direitos trabalhistas e previdenciários retirados sumariamente, saúde um caos, educação nem é preciso comentar, investimentos não existem, e agora um pacote de maldades que irá parar a nação por 20 anos. Este é o Brasil que queremos?

Dr. Afrânio Garcez É Advogado militante em Vitória da Conquista.BA.

 

A Poderosa Globo faz pressão para desestabilizar o Ministro Geddel

Globo torna presença de Geddel no governo insustentável

Geddel está acuado pelo noticiário envolvendo seu nome e agora o do presidente Michel Temer

O depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal atribuindo igualmente ao presidente Michel Temer (PMDB) e ao ministro Eliseu Padilha pressão para que resolvesse um assunto particular do ministro Geddel Vieira Lima na Bahia tornou insustentável a presença do responsável pela Articulação Política no governo.

Ainda mais porque, segundo o próprio Calero, os três foram gravados por ele. Geddel criou um grande problema para si e o governo por conta da pressão “arrogante” que fez para que o ex-colega desembaraçasse um imóvel seu junto ao IPHAN. Não contava com que Calero resolvesse enfrentá-lo fora do governo junto com a Globo, que o apadrinhou no Planalto.

E agora não terá como suportar a grande pressão que a líder de audiência faz por sua saída desde o pedido de demissão do titular da Cultura. O objetivo da Globo ficou ainda mais claro hoje, no Bom Dia Brasil, seu telejornal nacional matutino, no qual uma de suas mais destacadas comentaristas, Renata Lo Prete, ofereceu a pista a Geddel e a Temer.

Evitando embarcar na idéia de um eventual pedido de impeachment do presidente, como a oposição passou a defender e alguns veículos de comunicação já fazem, Lo Prete, empoderada como uma espécie de porta voz da emissora, depois de fazer uma exuberante análise sobre a nova confusão em que o governo se meteu, deu a senha da solução.

Afirmou que, apesar da resistência que opunha à idéia até ontem à noite, o ministro deveria ser convencido a deixar o governo nas próximas horas. É isso ou, naturalmente, a pressão sobre o frágil governo Michel Temer deverá continuar num cenário de crise econômica, paralisia política e iminência da delação premiada da Odebrecht.

Sem respaldo popular, Temer terá que escolher entre continuar submisso a Geddel ou aceitar a imposição da Globo.

A poderosa rede de televisão Globo – quando o seus enteresses não são atendidos  ela arasa quarteirão, foi assim com Dilma, e assim se propoem, caso os seus enteresses não seja atendidos.

O que falta neste governo, é sobretudo um pulso forte para estabelecer autoridade e resolver o que precisa ser resolvido.

 

Foto: Dida Sampaio/AE